quarta-feira, 6 de julho de 2022

CORINTHIANS, O IMPONDERÁVEL?

 

                                                VITOR PEREIRA, UM IMPONDERÁVEL?

Quase todos esperavam a classificação do Boca Juniors, o que é perfeitamente normal, se fossem considerados todos os fatores que cercavam a peleja.

Num lado da arena, uma equipe sem vários de seus titulares, inclusive seu principal jogador, William, preservado por não reunir condições de suportar a batalha campal. 

Na outra extremidade do ringue, o Boca Juniors, multicampeão da Libertadores, com sua equipe considerada titular. 

Numa análise rasa, apontar-se-ia o time portenho como favorito, mas para quem conhece o Imponderável de Almeida*, nada se pode descartar.

Mesmo com uma equipe enfraquecida, que nem de longe lembra os grandes times de outrora, a tradição do Boca não pode ser negligenciada. Ainda mais quando atua no lendário estádio La Bombonera, onde seus torcedores pressionam os adversários de maneira assustadora.

No Brasil, o Corinthians perdeu a chance de derrotar o rival, pois Roger Guedes perdeu um pênalti. O alvinegro teve uma atuação inferior ao adversário, é bom que se ressalte. Na Argentina, foi a vez de Benedetto chutar na trave uma penalidade. Empates justos, pelo que deixaram de jogar. 

Na decisão da marca da cal, o time alvinegro conseguiu a classificação à fase seguinte do torneio.

Que não se iludam, no entanto, os fiéis corintianos. Sua equipe precisará jogar muito mais diante do próximo adversário, provavelmente o Flamengo, que deve confirmar a classificação diante do Tolima (de triste memória...), no Maracanã lotado.

Que não se percam também no mar das ilusões os flamenguistas, imaginando partidas fáceis contra o Corinthians. Serão dois jogos duríssimos. O time carioca não está jogando o que seu torcedor espera, embora tenha uma equipe mais qualificada que o Corinthians.

Como a decisão será em agosto, todos os titulares deverão estar à disposição de Vitor Pereira, o que equilibrará a contenda.

É bom, entretanto, que a dona ilusão não bata à porta de Itaquera. O Flamengo precisa de um título neste ano, posto que o alto investimento precisa de retorno. 

E se o Sobrenatural de Almeida** aparecer no Maracanã? 

Bem, o Timão poderá ter a grande chance de se vingar do algoz Tolima, para muitos o maior de todos seus vexames...

Nissimiel

* -** Referência ao grande Nelson Rodrigues, um fanático torcedor do Fluminense, para quem as derrotas surpreendentes de seu time para equipe menores eram arte das duas personagens.

segunda-feira, 4 de julho de 2022

BENITO DI PAULA, UM VAGABUNDO?



"A minha vida é música. Até me considero um vagabundo. Eu nunca fiz nada na vida a não ser música..."

                                                             ( Benito Di Paula)

                                                                 Alvíssaras! 

Se todos os vagabundos fossem produtivos e geniais como Benito Di Paula, haveria muito mais arte, indubitavelmente.  Que ele continue por muito tempo com sua, por assim dizer, ociosidade produtiva. 

Trabalho comum pode ficar para os reles mortais. Obras-primas cabem aos gênios. A todos, resta aplaudir freneticamente Benito Di Paula.

Como classificá-lo em qualquer gênero musical? Longe de rotular um ícone da música como Benito, melhor é que loas sejam tecidas em sua reverência. 

Mais do que textos, suas canções são essências de sons, melodias e expressões que perpassam os anos e se eternizam no pensamento de quem aprecia a música de cantores imortais.

As letras que falam de universos dos desencantos, encantos da paixão e do amor são descrições e scripts curtos da vida de muitos.

O talento e a interpretação únicos elevam Benito ao patamar máximo da galeria dos maiores artistas do Brasil.

Valeu a pena a "vagabundagem" de Benito de Paula, ocupando-se "apenas" da música...

Nissimiel


sábado, 18 de junho de 2022

WHO WILL STOP THE RAIN? E POR FALAR EM PALMEIRAS...

 

                                                     

A canção da banda Creedence Clearwater, em uma de suas interpretações, faria alusão à guerra do Vietnã, com a chuva como ausência de paz e o sol como metáfora de tempos melhores. Outra versão diz que o cenário seria Woodstock, quando a chuva incessante teimava em cair durante o festival. Há outras histórias sobre a composição atribuídas ao seu autor, que teria se inspirado no seu filho num dia de muita chuva, que pedira: "Pare a chuva!"

Com a devida licença, a sonoridade do sucesso antigo se parece com as trovoadas que o Palmeiras vem lançando sobre os adversários, com chuvas incessantes de gols e futebol para tremer os concorrentes.

Imaginando o som do rock animado da banda com a devida tradução: "Quem vai parar a chuva" (verde) que se abate inapelavelmente sobre o futebol ressecado pelo sol da mediocridade? 

Bendita chuva, que, ao contrário daquelas águas de Creedence, são alvissareiras para o bem do combalido esporte tupiniquim, tão carente de gols e futebol que o Palmeiras despeja sobre os desavisados. 

Claro que alguns tropeços podem ocorrer durante o temporal alviverde, mas a estação mais provável parece ser a chuvosa, para desespero dos secos e infrutíferos rivais.

O Verdão parece não ter adversários à altura nestas competições de que participa. Claro que há ainda um longo caminho para o desfecho dos campeonatos, mas se a tempestade alviverde teimar em castigar os concorrentes, a boa lama do futebol prevalecerá sobre os dias estéreis do acanaveado futebol brasileiro...

Nissimiel


 


sábado, 11 de junho de 2022

DO QUE O CORAÇÃO ESTÁ CHEIO?

 

                                                                      OS IMPULSOS DO CORAÇÃO 

Dois episódios distintos envolvendo dois parlamentares ainda repercutem no Brasil. Impressiona a agilidade com que os "nobres" membros das assembleias legislativas trataram as questões.

No primeiro caso, os colegas apressaram-se em defenestrar quem acha as ucranianas "pobres, por isso fáceis...", num arroubo de moralidade poucas vezes vistas no Brasil. Um exemplo de rapidez que mereceu elogios da mídia, quase sempre disposta a execrar quem peca pelas palavras, mas perdoa os desvios de dinheiro público envolvendo os políticos. Sigamos...

 Na Câmara de São Paulo, o vereador paulistano Camilo Cristófaro foi flagrado fazendo um comentário racista. Sem perceber que seu microfone estava aberto, proferiu o inacreditável "lavar calçada é coisa de preto". Os aliados até tentaram camuflar o escorregão do colega. 

Muitos dos vereadores, entretanto, talvez ansiosos por mostrar o quanto são "humanos" e sem preconceitos, encaminharam o pedido de cassação de Cristófaro.

Os dois ocorridos merecem repúdio da sociedade, embora o moralismo exacerbado seja dispensável em ambos os casos.

Como boa parte da sociedade respira demagogia, os casos citados exigiram uma resposta imediata dos "ilibados justiceiros", que expurgaram as "chagas da misoginia e  do racismo" do parlamento. 

Que não se espere deste articulista eufemismos ou desculpas para justificar as falas de Arthur Do Val e Camilo Cristófaro, por óbvio. O vereador deve ser cassado, merecidamente, tal qual aconteceu com Do Val.

Mas bem que a celeridade dos "nobres" parlamentares poderia servir de exemplo para todas as Casas do Povo, que abrigam ladrões e corruptos de todas as colorações partidárias, mandando embora os bandidos que as frequentam.

Os escândalos que envolvem políticos são muito mais graves do que as palavras mal ditas, por certo, mas apenas Camilo e Arthur foram alijados do jogo político. Seus pecados foram expostos pela mídia como se fossem mortais, enquanto os larápios enrustidos postergam punições do outros ladrões que mantêm a boca fechada, para que não se perscrutem seus corações recheados das tramoias usuais.

Já nos adverte sabiamente o escritor: "...a boca fala do que o coração está cheio..." (Mateus12:34).

Pecaram os dois ao verbalizar seus corações...

Nissimiel




terça-feira, 12 de abril de 2022

MAMÃE PODERIA TER AVISADO...

 

                                                                ARTHUR DO VAL

O deputado estadual deve ter seu mandato cassado, provavelmente por unanimidade. 

O parlamentar paulista não é acusado de corrupção, de improbidade administrativa, ou quaisquer atos ilícitos envolvendo dinheiro público. Se o fosse, ficaria até do final do mandato, certamente.

Mamãe deve ter advertido Arthur que não se deve tratar as mulheres assim, mas embalde a advertência...

O episódio das "mulheres pobres, por isso fáceis..." dinamitou a curta carreira de do Val, um promissor deputado. Depois de fazer muito sucesso como youtuber, parecia ter muito a oferecer ao país, fosse sensato. É importante lembrar que foi eleito na esteira do presidente Bolsonaro, mas logo após a pose, desfez os laços com o presidente, alegando incompatibilidade de ideias. 

Erro crasso. Tinha grandes chances de sentar na cadeira de alcaide paulistano. Voos altos poderiam ser empreendidos. 

Poderia ter continuado ao lado do mandatário, opondo-se a pautas que considerasse equivocadas e apoiando os pontos convergentes. Preferiu a ruptura. Cedeu à tentação, acometido pela "síndrome de salmão" e foi para a oposição. Inês é morta. Sigamos...  

Como se sabe, Arthur foi prestar solidariedade ao povo ucraniano, mas, embevecido pela beleza das mulheres daquelas plagas, derreteu-se em vulgares e deploráveis predicativos, esquecendo a nobreza da missão. 

O curioso é que não se comenta sobre o "amigo" que vazou a conversa para a imprensa. Mui amigo...

Como defender alguém que julga tão mal as mulheres? Os colegas de parlamento, célere e inapelavelmente, trataram de providenciar  para que fosse defenestrado. Inédita a rapidez. É uma lástima, entretanto,  que não seja sempre assim, quando se trata de aprovar projetos de interesse público.

É alvissareiro que o processo de expurgo seja tão eficiente, por certo. Entretanto, quando se trata de punir os colegas ladrões e corruptos, os deputados não têm tanto empenho como no caso em epígrafe.

Há processos em profusão entre os acusadores de Arthur do Val que são jogados nas gavetas e tapetes da Casa. Os crimes parecem menores do que o comportamento inadequado do deputado. Não o são!

Por que não são expulsos do parlamento, a fim de depurar a política do Brasil? Para isso, não há pressa. A pauta de defender as mulheres dá muitos votos. 

Cassar os parceiros por crimes de corrupção é mais difícil. Os rabos não estão simplesmente presos. Parecem amarrados uns aos outros, num nó górdio que nem Alexandre ( aquele, o Grande, não o pequeno...) conseguiria desatar.

Mamãe deveria ter avisado a Arthur que os "amiguinhos" não perdoam quem ofende as mulheres, quem fala palavrões em público. No privado, pode-se até roubar e xingar. Em público, pega mal.

O perdão dos "nobres" colegas é concedido aos que roubam, que corrompem e são corrompidos...

Nissimiel


segunda-feira, 7 de março de 2022

QUANDO MAMÃE VAI À UCRÂNIA...

                                                   O TRISTE OCASO DO DEPUTADO


Arthur do Val tinha tudo para ser uma das grandes forças jovens da política brasileira. Com seu jeito satírico e irreverente conquistou as redes sociais. Arguia os políticos convencionais com perguntas debochadas e relevantes, expondo as contradições do discurso demagógico da esquerda. Suas perguntas também embaraçavam pessoas desinformadas que defendiam bandidos, políticos e afins durante manifestações. 

Bem articulado e inteligente, do Val alcançou a fama rapidamente com seu canal. 

Uma fórmula interessante que consagrou e o levou ao cargo de deputado estadual, com a imagem de conservador e liberal, que atrelou ao então candidato Bolsonaro.

Assim como tantos outros "aliados" do presidente eleito, entretanto, começou a fazer oposição ao presidente, alegando que o mandatário teria traído seus eleitores.

Não cabe aqui listar as queixas que o parlamentar tinha do presidente. Cumpre dizer que Arthur do Val passou a trabalhar contra o governo, quando poderia selecionar pautas das quais discordava e apoiar as que considerasse corretas, como manda o bom senso.

Arthur seria um candidato natural à prefeitura de São Paulo.  Apoiado pelo Planalto, teria grandes possibilidades de sucesso. Poderia não ganhar, mas alcançaria uma projeção muito grande para disputar o governo do Estado, por exemplo. 

Optou pelo discurso moralizante, como se ele fosse o último bastão da moralidade. As alianças que o presidente precisou de alinhavar para aprovar pautas importantes foram alvo de severas críticas de Arthur do Val. Segundo ele, foi uma traição ao povo que elegeu o presidente.

Não se defende aqui que haja conchavos e escândalos como havia há pouco tempo, claro. Não se pode ignorar, todavia, que não se governa sem os votos dos parlamentares, sejam honestos ou não. 

Para do Val, todavia, receber votos de congressistas desonestos faria do presidente quase um bandido e traidor da pátria. Bem sabe o deputado que o Executivo não pode governar sozinho. Se o fizesse, seria um ditador. Como aprovar as pautas necessárias, sem a anuência da maioria parlamentar? 

Agora, "Mamãe Falei" foi a Ucrânia. Para não quebrar de vez o telhado vítreo de Arthur do Val, não serão atiradas pedras moralizantes sobre ele. Já as há em profusão...

Nissimiel


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

FELIPE MELO, A CONJUGAÇÃO DO VERBO VENCER.

 

                    SUOR, TALENTO E HONESTIDADE A SERVIÇO DO FLUMINENSE


Felipe Melo é um sujeito singular. Tido como tosco por alguns, é um cidadão consciente. 

Não aceita que o patrulhem. Sempre diz o que pensa. E que não se enganem os desinformados, julgando-o alienado por remar contra a maré dos "bonzinhos" e demagogos. Melo sabe das coisas...

Jornalistas já tentaram pressioná-lo para que diga o que eles querem. Felipe não se deixou intimidar. Sua posição confere a ele a autonomia que grandes pessoas conquistam. Não é apenas o dinheiro e a fama que lhe dão a liberdade. É questão de caráter e personalidade,  presentes em Felipe Melo no trabalho e na vida.


 As torcidas adversárias quase o odeiam na hora da partida, quando os nervos fervilham e os ânimos exaltam-se. Todavia, muitos devem alimentar um desejo não confesso de que ele envergue seu uniforme...

Nunca se omite nunca, seja "ralando a bunda no chão", seja tentando a jogada plástica que sua qualidade técnica permite. Importa para ele é que haja vitória. Ou, se a derrota acontecer, que o preço pago pelo oponente seja vertido em suor, lágrimas ou, em última e dramática instância, sangue. 

A coragem de gritar dentro nos gramados e fazer ecoar por todos os cantos o que pensa faz dele um sujeito diferente, pouco afeito a agradar os "sensíveis" de plantão. Um homem de quem a mulher, filhos e pais podem se orgulhar. Homem de atitudes. Homem sem os melindres que os incautos julgam ser de bom alvitre. Não o são...

As opiniões firmes e corajosas quando se manifesta nem sempre são as que a mídia, comprometida com o odioso politicamente correto, quer ouvir. Mas os  microfones precisam de captar o som forte da expressão oral de Felipe. Quando perde, é relevante ouvi-lo. E nas vitórias, são necessários a imagem e o som de Felipe Melo, pois ele conjuga como poucos o verbo vencer...

Nissimiel