quinta-feira, 14 de julho de 2016

ATLÉTICO NACIONAL X INDEPENDIENTE DEL VALLE, COM JUSTIÇA

ATLÉTICO NACIONAL
INDEPENDIENTE DEL VALLE

Apesar dos erros do árbitro que prejudicaram o São Paulo, houve justiça na classificação do time da Colômbia para a grande final da Libertadores, a taça mais cobiçada do Continente.
A esperança chegou a bafejar as três cores do time do Morumbi, que saiu na frente, mas alguns erros de marcação da equipe, somados a equívocos do apitador Patricio Polic culminaram na eliminação da equipe brasileira.
No final, fica-se com a certeza de que o Atlético chegou, com justiça, à decisão, pois é mais arrumado do que todos os outros da competição.
A chance que o Tricolor teve em casa não poderia ter sido desperdiçada. Até um empate sem gols seria um resultado interessante, pois obrigaria o adversário a jogar ofensivamente e daria ao São Paulo a oportunidade de fazer um gol e se fechar, bem ao estilo de seu treinador.
Mas quem gosta de futebol bem jogado deve aplaudir o acertado time da Colômbia que, com méritos, pode levantar o caneco.
Não se deve, todavia, descartar o bom time do Independiente Del Valle, que derrotou o outrora temível Boca em La Bombonera e enfrentará o Atlético Nacional.
Serão dois belíssimos jogos, entre duas equipes que têm uma proposta interessante de jogo.
O representante da Colômbia parece ter uma equipe mais capacitada técnica e taticamente, mas o time equatoriano não deve ser subestimado.
Eliminar o oponente argentino com duas vitórias não é tarefa pequena, apesar do Boca não ser nem sombra dos grandes esquadrões que costumava apresentar.
Colômbia e Equador mostram que evoluíram muito em seu futebol, o que não se configura uma surpresa, para quem acompanha o futebol do Continente.
O Brasil, com o êxodo dos raros talentos que surgem para outras plagas, parece condenado a colecionar vexames.
Não apenas com a caricata seleção, arremedo de uma equipe de futebol, mas também com os times, que são eliminados por aqueles que antigamente não nos metiam medo...
Nissimiel

quinta-feira, 7 de julho de 2016

MISSÃO (QUASE) IMPOSSÍVEL AO TRICOLOR


O que  torcedores conscientes temiam aconteceu. Claro que não da forma como ocorreu, com um placar tão difícil de ser devolvido no campo do rival. Aconteceu...
Ao São Paulo caberia bater o melhor time da competição em casa, o que não seria fácil, mas perfeitamente plausível, em razão da força que a equipe demonstra no Morumbi.
Tradição conta na hora da decisão, mas não é tudo.
Sem Ganso e kelvin, Bauza perdeu muito, pois não há substitutos à altura no seu elenco.
Ganso é o diferente, capaz de imaginar algo mágico num átimo, enquanto Kelvin precisa de dois, às vezes mais marcadores,  por causa da habilidade e sua velocidade.
Com o meia acionando e o atacante mobilizando muitos para marcá-lo, sobram sempre espaços para os jogadores do meio atacarem.
Sem os dois, o Tricolor virou presa até fácil ao ótimo time do Atlético Nacional.
A equipe colombiana tem um esquema de jogo muito bem traçado pelo seu treinador e isso pôde ser sentido ontem, quando o time manteve-se sereno, mesmo quando apertado pelo time local.
Não se abalou em momento algum, em que o Tricolor tentou sufocar, sem sucesso, a excelente equipe colombiana.
É evidente que os fãs do time paulista acreditavam no seu onze, mas a força do adversário ficou latente e logo controlou as ações do São Paulo.
O Atlético é o favorito nesta competição, não restam dúvidas.
Qualquer que seja o time que passar do outro confronto.
Apesar da tradição do Boca Juniores, deve dar Colômbia no final.
Todavia, ainda restam noventa minutos para que seja oficializado o finalista da Libertadores e o São Paulo não pode ser descartado...
Mas que parece ter pintado o campeão, parece...
Nissimiel

sexta-feira, 17 de junho de 2016

RIO FALIDO


O governador de plantão do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, decretou estado de calamidade pública, alegando ser insustentável a situação financeira da unidade federativa.
O governador abriu o jogo e divulgou oficialmente o que todos já sabiam: o Rio está falido.
Sérgio Cabral sempre negou que o estado estivesse na penúria.
Luiz Fernando Pezão continuou o embuste e também ocultou o descalabro das contas do Rio.
Alinhados aos irresponsáveis Lula e seu lacaia Dilma, que desgovernaram o Brasil nos últimos treze anos, esconderam o quanto puderam a situação catastrófica em que se encontravam as finanças públicas.
No paraíso terreno prometido pelos petistas, o horizonte brasileiro mostrava-se iluminado e promissor.
O que se vê, todavia, é uma terra devastada, sem empregos, sem produção e endividamento gigante. 
Dilma, a mais incompetente pessoa que já o ocupou a presidência, não investiu em produção e estrutura para desenvolver o país. Permitiu que ladrões assaltassem os cofres, como se sabe.
Assim como fizeram Cabral e Pezão, Dilma mentiu sobre a real situação do Brasil.
Sem entrar no mérito, está sofrendo processo de impeachment por causa das "pedaladas", mas há muitas outras razões para que saia da presidência. Há base legal para defenestrar Dilma, registre-se...
O Rio é o retrato de muitos estados, que estão atrasando salários dos servidores e não honrando os compromissos assumidos. É bom lembrar que pedem a renegociação das dívidas com o governo federal, o que piorará demasiadamente a situação do país, embora alivie um pouco a situação das unidades federativas.
Um país pobre igual ao Brasil não deveria promover eventos esportivos , pois o dinheiro gasto não retorna em forma de benefícios para a população.
Serve aos interesses de empreiteiras, empresários e políticos que podem obter ganhos desonestos, enquanto ao povo é negado o acesso a direitos básicos.
O Rio precisa promover a Olimpíada e por isso gastam-se milhões na divulgação, além dos bilhões despendidos na organização da estrutura.
E agora, como vai ser ?
O Rio está quebrado, como todo o Brasil...
Nissimiel

segunda-feira, 13 de junho de 2016

LIDERANÇA COLORADA ATÉ QUANDO?


O Internacional é o líder isolado do campeonato brasileiro, com uma diferença ínfima em relação aos outros primeiros colocados na tabela.
Os seu torcedores, ressabiados com repetidos fracassos de sua equipe em anos anteriores, devem manter a cautela, pois o Colorado costuma largar bem e cair de produção no decorrer do certame.
Parece que o time está acertado, o treinador Argel tem o controle de seu time, o ataque faz os gols, tem uma defesa sólida e vem ganhando pontos importantes fora de casa, algo essencial para quem quer faturar um campeonato tão difícil quanto o nacional.
Os ingredientes para ser campeão estão todos à mesa do time gaúcho. Parece perfeita a mistura.
Pois é, parece. Se os comandados de Fucks conseguirem manter o equilíbrio e a regularidade, podem pensar na consagração ao final.
Todavia, é muito cedo para cravar uma superioridade sobre os rivais. Sua exigente torcida já conhece o enredo de sobra.
O Internacional arranca bem, faz bons jogos e dá a impressão de que o jejum nacional chegará ao fim, mas as pedras postas no seu caminho fazem com que os tropeços aconteçam e o time termine frustrando seus aficionados. Nem sempre se classifica para a Libertadores.
É bom que se mantenha a cautela quando se coloca o campeão do Rio Grande do Sul entre os favoritos.
É muito prematuro afirmar que o favoritismo inicial dos times aqui já apontados anteriormente se concretize, por isso é prudente esperar o segundo turno do campeonato para ver se o desempenho é capaz de fazer de algum deles o campeão.
Palmeiras, São Paulo, Corinthians, Atlético Mineiro ( ganhou apenas a primeira edição do brasileiro, em 1971) são fortes candidatos, mas não se podem descartar outros menos cotados, como Cruzeiro e Fluminense.
Por enquanto, os que têm motivos para aspirar ao título brasileiro devem ser os mesmos, salvo alguma surpresa muito grande.
Seleção brasileira? Vergonha é a palavra mais adequada no momento para falar sobre mais um fracasso do time de Dunga...

domingo, 5 de junho de 2016

O EQUILIBRADO CAMPEONATO BRASILEIRO


Neste ano, parece que vai prevalecer o equilíbrio entre os candidatos ao título. A briga promete ser renhida entre os postulantes ao caneco.
Os líderes são Corinthians, Grêmio e Internacional, mas que ninguém se surpreenda se houver outras equipes na parte mais alta da tabela nas próximas rodadas.
Não há, há muitos anos, um time tão superior aos demais no futebol do Brasil. As equipes estão muito parelhas, indubitavelmente. Ganha quem mantiver a regularidade e se organizar melhor.
Tem sido uma tônica no Brasil nos últimos tempos essa tendência.
É um dos mais disputados campeonato do mundo. Há muitas equipes que têm condições de ganhar a taça. Sem contar com as surpresas que aparecem e complicam a vida dos favoritos.
O enredo que se anuncia aponta o Colorado como um dos fortes postulantes ao título, como em todos os anos, aliás. Mas pode ser que se repita sua sina de morrer na praia.
Alguns analistas já desistiram de acreditar no time gaúcho. Não sem razão, quase ninguém mais o aponta como favorito absoluto. E quais as chances dos demais postulantes?
Grêmio e Corinthians sempre têm possibilidades de ganhar o campeonato.
Apesar de ter uma equipe em formação, Tite sabe como lidar com os atletas sob seu comando.  O grande trunfo do clube de Itaquera é seu treinador.
Nada disso, entretanto, é garantia de sucesso, mas ajuda bastante manter o treinador como o Corinthians o faz.
O Grêmio é bem treinado por Roger Carvalho, mas deu mostras de não ser uma equipe confiável.
Foi eliminado na Libertadores e também perdeu a chance de desbancar o rival Inter, ao perder na semifinal para o Juventude.
O Palmeiras, que atuou muito bem nos dois últimos compromissos, pode também figurar entre os candidatos, embora oscile muito entre grandes partidas e outras fraquíssimas. Tem um elenco numeroso, embora a qualidade seja discutível.
O São Paulo, apesar de não ter elenco tão qualificado para suprir as ausências de seus titulares, é sempre capaz de surpreender. Sua torcida não parece acreditar no time. Talvez não tenha fôlego para uma corrida tão longa.
Além disso, está mais preocupado com seu maior desejo, a Libertadores.
Atlético Mineiro tem um grupo muito qualificado de jogadores e um técnico vencedor, Marcelo Oliveira, e é apontado como forte candidato. Assim como o Inter, seu jejum é longo.
O Cruzeiro tem umas das mais fracas equipes dos últimas temporadas. Não conseguiu remontar um time competitivo, depois do desmanche a que foi submetido.
Do Rio de Janeiro não parece ser capaz de surgir um favorito, pois os clubes cariocas têm muitos problemas para resolver. O Botafogo não dá mostras de chegar entre os primeiros.
Mas é bom que não se duvide da capacidade de Flamengo,  de Botafogo e de Fluminense, gigantes que são. Tradição não deve ser desprezada.
Em relação a surpresas, o Santa Cruz começou arrasador.
Perdeu partidas, entretanto e também o glamour inicial.
É bem provável que não tenha força para se manter entre os primeiros colocados. Deve dar trabalho aos seus adversários, todavia. E atrapalhar a vida de muitos times importantes.
A Chapecoense, treinada por Guto Ferreira, deve ganhar pontos`importantes de alguns dos considerados favoritos. Tem um padrão de jogo que chateia o adversário. e um contra-ataque perigoso.
É importante que nos lembremos que o futebol é fascinante por causa das suas imprevisibilidades.
Sendo assim, a tabela do campeonato pode ser completamente alterada nas próximas rodadas.
E o assunto vai ser retomado, certamente...
Nissimiel

domingo, 29 de maio de 2016

UM CLÁSSICO MUITO BOM


O São Paulo de Bauza mais uma vez demonstrou sua força.
Time que joga nos erros de seus adversários, o Tricolor segue vencendo por placares mínimos ou perdendo quando pode perder, pelos placares que lhe interessam.
Sob a batuta do argentino, o time tem conseguido seus objetivos, com a tranquilidade que irradia de seu treinador.
A equipe, no jogo contra o Palmeiras, jogou serenamente, mesmo quando pressionada no início da partida.
Manteve a postura tática de que seu técnico não abre mão. Nota-se que o onze de Bauza é determinado e muito bem treinado, na melhor acepção da palavra.
Ao contrário de outras equipes formadas nos últimos anos pelo São Paulo, esta tem personalidade e um plano de jogo que os atletas assumem e pelo qual brigam.
Pode-se não gostar do estilo, mas não se pode negar que Bauza deu um padrão ao time que há tempos não se via.
Se vai ganhar ou não as disputas nas quais está envolvido, não se deve cravar nada.
Todavia, a autoridade da qual se revestiu o São Paulo quando atua no Morumbi é incontestável.
Na partida de hoje, o Palmeiras começou abafando seu adversário, mas não foi efetivo nas suas conclusões.
O Tricolor fez o gol e tomou conta do jogo, principalmente na segunda etapa.
A prova disso é que Fernando Prass operou verdadeiros milagres e evitou uma goleada histórica. As suas defesas dão uma dimensão da diferença entre as equipes durante a peleja da tarde no Morumbi.
Com uma defesa bem postada e um meio de campo seguro, nada foi permitido ao Palmeiras no segundo tempo pelo Tricolor.
Uma suposta falta sofrida por Dudu no lance que antecedeu o tento são-paulino poderia ser reclamada pelos palestrinos, mas o critério que o árbitro adotou foi o mesmo para os dois times. Seguiu-se o jogo...
Foi uma vitória incontestável, indubitavelmente, do time pragmático de Edgardo Bauza...
Nissimiel

quinta-feira, 19 de maio de 2016

A NAVALHA DE BAUZA


Conforme se esperava, o Atlético Mineiro foi pra cima do São Paulo para reverter a vantagem que o time paulista obtivera na semana passada.
Antes da metade da etapa inicial, o Galo já tinha feito dois gols, o que lhe garantiria a passagem para as semifinais da cobiçada Libertadores da América.
O São Paulo, acuado, corria o risco de levar uma goleada. A pressão enorme da torcida prenunciava uma festa no Horto.
AS melhores peças tricolores estavam bem marcadas. A válvula de escape, Kelvin, emperrou-se sob a forte marcação atleticana.
Quando tudo parecia perdido, o time de Edgardo Bauza fez o seu gol e equilibrou a partida.
Pragmaticamente, como é de seu feitio, o Tricolor segurou o resultado que lhe era favorável até o fim.
É claro que os amantes do futebol bem jogado podem torcer o nariz para o sóbrio time de Bauza, pois a ele não importa a plástica do esporte, o objetivo a ser conquistado chama-se classificação.
O treinador argentino desdenha do jogo vistoso e diz que a classificação é a meta, independentemente da opinião dos que gostam de ver jogos vistosos.
Quando perguntado se seus atletas treinaram pênaltis, deu uma singela e original resposta, segundo a qual, não adianta cobrar pênaltis sem a presença de milhares de torcedores. Sendo assim, ele escolheria aqueles que estivessem melhor na hora da decisão, se ela acontecesse por penalidades.
Assim é o estilo Bauza. Flerta com o fracasso e o sucesso.
Tem conquistado o êxito. Pelo menos até agora...
No fio da navalha, assim passeia Edgardo Bauza.
Nissimiel