segunda-feira, 13 de junho de 2016

LIDERANÇA COLORADA ATÉ QUANDO?


O Internacional é o líder isolado do campeonato brasileiro, com uma diferença ínfima em relação aos outros primeiros colocados na tabela.
Os seu torcedores, ressabiados com repetidos fracassos de sua equipe em anos anteriores, devem manter a cautela, pois o Colorado costuma largar bem e cair de produção no decorrer do certame.
Parece que o time está acertado, o treinador Argel tem o controle de seu time, o ataque faz os gols, tem uma defesa sólida e vem ganhando pontos importantes fora de casa, algo essencial para quem quer faturar um campeonato tão difícil quanto o nacional.
Os ingredientes para ser campeão estão todos à mesa do time gaúcho. Parece perfeita a mistura.
Pois é, parece. Se os comandados de Fucks conseguirem manter o equilíbrio e a regularidade, podem pensar na consagração ao final.
Todavia, é muito cedo para cravar uma superioridade sobre os rivais. Sua exigente torcida já conhece o enredo de sobra.
O Internacional arranca bem, faz bons jogos e dá a impressão de que o jejum nacional chegará ao fim, mas as pedras postas no seu caminho fazem com que os tropeços aconteçam e o time termine frustrando seus aficionados. Nem sempre se classifica para a Libertadores.
É bom que se mantenha a cautela quando se coloca o campeão do Rio Grande do Sul entre os favoritos.
É muito prematuro afirmar que o favoritismo inicial dos times aqui já apontados anteriormente se concretize, por isso é prudente esperar o segundo turno do campeonato para ver se o desempenho é capaz de fazer de algum deles o campeão.
Palmeiras, São Paulo, Corinthians, Atlético Mineiro ( ganhou apenas a primeira edição do brasileiro, em 1971) são fortes candidatos, mas não se podem descartar outros menos cotados, como Cruzeiro e Fluminense.
Por enquanto, os que têm motivos para aspirar ao título brasileiro devem ser os mesmos, salvo alguma surpresa muito grande.
Seleção brasileira? Vergonha é a palavra mais adequada no momento para falar sobre mais um fracasso do time de Dunga...

domingo, 5 de junho de 2016

O EQUILIBRADO CAMPEONATO BRASILEIRO


Neste ano, parece que vai prevalecer o equilíbrio entre os candidatos ao título. A briga promete ser renhida entre os postulantes ao caneco.
Os líderes são Corinthians, Grêmio e Internacional, mas que ninguém se surpreenda se houver outras equipes na parte mais alta da tabela nas próximas rodadas.
Não há, há muitos anos, um time tão superior aos demais no futebol do Brasil. As equipes estão muito parelhas, indubitavelmente. Ganha quem mantiver a regularidade e se organizar melhor.
Tem sido uma tônica no Brasil nos últimos tempos essa tendência.
É um dos mais disputados campeonato do mundo. Há muitas equipes que têm condições de ganhar a taça. Sem contar com as surpresas que aparecem e complicam a vida dos favoritos.
O enredo que se anuncia aponta o Colorado como um dos fortes postulantes ao título, como em todos os anos, aliás. Mas pode ser que se repita sua sina de morrer na praia.
Alguns analistas já desistiram de acreditar no time gaúcho. Não sem razão, quase ninguém mais o aponta como favorito absoluto. E quais as chances dos demais postulantes?
Grêmio e Corinthians sempre têm possibilidades de ganhar o campeonato.
Apesar de ter uma equipe em formação, Tite sabe como lidar com os atletas sob seu comando.  O grande trunfo do clube de Itaquera é seu treinador.
Nada disso, entretanto, é garantia de sucesso, mas ajuda bastante manter o treinador como o Corinthians o faz.
O Grêmio é bem treinado por Roger Carvalho, mas deu mostras de não ser uma equipe confiável.
Foi eliminado na Libertadores e também perdeu a chance de desbancar o rival Inter, ao perder na semifinal para o Juventude.
O Palmeiras, que atuou muito bem nos dois últimos compromissos, pode também figurar entre os candidatos, embora oscile muito entre grandes partidas e outras fraquíssimas. Tem um elenco numeroso, embora a qualidade seja discutível.
O São Paulo, apesar de não ter elenco tão qualificado para suprir as ausências de seus titulares, é sempre capaz de surpreender. Sua torcida não parece acreditar no time. Talvez não tenha fôlego para uma corrida tão longa.
Além disso, está mais preocupado com seu maior desejo, a Libertadores.
Atlético Mineiro tem um grupo muito qualificado de jogadores e um técnico vencedor, Marcelo Oliveira, e é apontado como forte candidato. Assim como o Inter, seu jejum é longo.
O Cruzeiro tem umas das mais fracas equipes dos últimas temporadas. Não conseguiu remontar um time competitivo, depois do desmanche a que foi submetido.
Do Rio de Janeiro não parece ser capaz de surgir um favorito, pois os clubes cariocas têm muitos problemas para resolver. O Botafogo não dá mostras de chegar entre os primeiros.
Mas é bom que não se duvide da capacidade de Flamengo,  de Botafogo e de Fluminense, gigantes que são. Tradição não deve ser desprezada.
Em relação a surpresas, o Santa Cruz começou arrasador.
Perdeu partidas, entretanto e também o glamour inicial.
É bem provável que não tenha força para se manter entre os primeiros colocados. Deve dar trabalho aos seus adversários, todavia. E atrapalhar a vida de muitos times importantes.
A Chapecoense, treinada por Guto Ferreira, deve ganhar pontos`importantes de alguns dos considerados favoritos. Tem um padrão de jogo que chateia o adversário. e um contra-ataque perigoso.
É importante que nos lembremos que o futebol é fascinante por causa das suas imprevisibilidades.
Sendo assim, a tabela do campeonato pode ser completamente alterada nas próximas rodadas.
E o assunto vai ser retomado, certamente...
Nissimiel

domingo, 29 de maio de 2016

UM CLÁSSICO MUITO BOM


O São Paulo de Bauza mais uma vez demonstrou sua força.
Time que joga nos erros de seus adversários, o Tricolor segue vencendo por placares mínimos ou perdendo quando pode perder, pelos placares que lhe interessam.
Sob a batuta do argentino, o time tem conseguido seus objetivos, com a tranquilidade que irradia de seu treinador.
A equipe, no jogo contra o Palmeiras, jogou serenamente, mesmo quando pressionada no início da partida.
Manteve a postura tática de que seu técnico não abre mão. Nota-se que o onze de Bauza é determinado e muito bem treinado, na melhor acepção da palavra.
Ao contrário de outras equipes formadas nos últimos anos pelo São Paulo, esta tem personalidade e um plano de jogo que os atletas assumem e pelo qual brigam.
Pode-se não gostar do estilo, mas não se pode negar que Bauza deu um padrão ao time que há tempos não se via.
Se vai ganhar ou não as disputas nas quais está envolvido, não se deve cravar nada.
Todavia, a autoridade da qual se revestiu o São Paulo quando atua no Morumbi é incontestável.
Na partida de hoje, o Palmeiras começou abafando seu adversário, mas não foi efetivo nas suas conclusões.
O Tricolor fez o gol e tomou conta do jogo, principalmente na segunda etapa.
A prova disso é que Fernando Prass operou verdadeiros milagres e evitou uma goleada histórica. As suas defesas dão uma dimensão da diferença entre as equipes durante a peleja da tarde no Morumbi.
Com uma defesa bem postada e um meio de campo seguro, nada foi permitido ao Palmeiras no segundo tempo pelo Tricolor.
Uma suposta falta sofrida por Dudu no lance que antecedeu o tento são-paulino poderia ser reclamada pelos palestrinos, mas o critério que o árbitro adotou foi o mesmo para os dois times. Seguiu-se o jogo...
Foi uma vitória incontestável, indubitavelmente, do time pragmático de Edgardo Bauza...
Nissimiel

quinta-feira, 19 de maio de 2016

A NAVALHA DE BAUZA


Conforme se esperava, o Atlético Mineiro foi pra cima do São Paulo para reverter a vantagem que o time paulista obtivera na semana passada.
Antes da metade da etapa inicial, o Galo já tinha feito dois gols, o que lhe garantiria a passagem para as semifinais da cobiçada Libertadores da América.
O São Paulo, acuado, corria o risco de levar uma goleada. A pressão enorme da torcida prenunciava uma festa no Horto.
AS melhores peças tricolores estavam bem marcadas. A válvula de escape, Kelvin, emperrou-se sob a forte marcação atleticana.
Quando tudo parecia perdido, o time de Edgardo Bauza fez o seu gol e equilibrou a partida.
Pragmaticamente, como é de seu feitio, o Tricolor segurou o resultado que lhe era favorável até o fim.
É claro que os amantes do futebol bem jogado podem torcer o nariz para o sóbrio time de Bauza, pois a ele não importa a plástica do esporte, o objetivo a ser conquistado chama-se classificação.
O treinador argentino desdenha do jogo vistoso e diz que a classificação é a meta, independentemente da opinião dos que gostam de ver jogos vistosos.
Quando perguntado se seus atletas treinaram pênaltis, deu uma singela e original resposta, segundo a qual, não adianta cobrar pênaltis sem a presença de milhares de torcedores. Sendo assim, ele escolheria aqueles que estivessem melhor na hora da decisão, se ela acontecesse por penalidades.
Assim é o estilo Bauza. Flerta com o fracasso e o sucesso.
Tem conquistado o êxito. Pelo menos até agora...
No fio da navalha, assim passeia Edgardo Bauza.
Nissimiel

sexta-feira, 13 de maio de 2016

O SÃO PAULO DE BAUZA - NO FIO DA NAVALHA



O que aconteceu ao São Paulo?
De um time aparentemente desmotivado, passou a ser o gigante que luta para conquistar o quarto título da mais desejada competição do continente.
A equipe que joga a Libertadores não guarda qualquer semelhança com a equipe desequilibrada que perdeu o jogo para o Audax e foi eliminado. Merecidamente, é bom que se registre.
O São Paulo da competição mais importante da América é uma equipe raçuda e difícil de ser batida, como perceberam o Toluca e o Atlético Mineiro, ambos derrotados no Morumbi, onde o time paulista raramente é vencido.
Claro que pode ser desclassificado no jogo de volta em Minas, mas dará muito trabalho ao Galo.
A vantagem é pequena, mas pode aumentar se o São Paulo conseguir marcar um gol em território inimigo.
Levou três gols no México, não se deve esquecer. Também é importante lembrar que poderia perder como perdeu.  Havia feito bom placar em casa.
Bauza caminha no fio da navalha. Consegue o placar de que precisa. E basta.
Fica a impressão de que nada o abala. A tranquilidade e a segurança contagiam os times que ele dirige. O São Paulo de hoje não parece sujeito a chuvas e trovoadas. É estável e confiável.
Assim é Edgardo Bauza. Com aproveitamento pífio, foi campeão no San Lorenzo.
Além da competência de seu técnico, o Tricolor conta também com uma incrível identificação com a Libertadores da América. É o clube brasileiro com mais tradição na Copa. O campeonato sul- americano transformou uma equipe apenas mediana em um gigante, que se candidata ao título.
Pode cair diante do Atlético, claro, que é uma equipe madura e preparada. Mas que não se espante se for desclassificado pelo motivado onze de Bauza. Possivelmente na bacia das almas, como se diz.
Os adversários sentem a pressão quando enfrentam o São Paulo em seu estádio. Não ignoram também o pragmatismo de seu treinador quando joga fora de seus domínios.
Bauza tem a tranquilidade e o equilíbrio de que o Tricolor necessita nesses tempos de estiagem aos quais os são-paulinos não estão acostumados.
Esperam o fim das vacas magras sob o comando do argentino.
Que não se esperem jogos bonitos, porém. Foi com o regulamento na mão que o treinador foi campeão duas vezes da Libertadores.
Bauza é o maior trunfo da equipe paulista, indubitavelmente...
Nissimiel


sexta-feira, 6 de maio de 2016

QUANDO TUDO PARECE ANORMAL...


O que aconteceu ao Corinthians?
Nada de anormal, levando-se em consideração que o time não está maduro ainda para ganhar as competições de que participa.
Pelo menos, não tão facilmente como acreditavam os mais fanáticos.
A eliminação na Libertadores junta-se a outra no campeonato paulista. Ambas em seu estádio.
Doídas para qualquer torcedor, machuca muito mais o apaixonado corintiano, acostumado a grandes conquistas nos últimos anos. É natural que seja exigente.
É natural, portanto, que se revolte. E também perfeitamente natural que demore a assimilar as desclassificações, principalmente em Itaquera.
Torcedores podem ser passionais e isso não é nenhuma novidade. É senso comum, até.
A maioria dos apaixonados não têm a razão como princípio básico para sua vida. Por isso são passionais!
Como algo quase puramente emocional, o futebol é regido pela lógica irracional dos loucos de amor.
É é justamente uma certa insanidade que move e explica a grande paixão chamada futebol.
O time está sendo remontado pelo seu treinador e ninguém ignora essa obviedade, por certo.
Todos os torcedores da agremiação mosqueteira sabiam disso e parecia que teriam paciência para as derrotas mais do que previsíveis que viriam.
Acontece que o corintiano está bem acostumado. Ganhou muito ultimamente.
Por isso, ele não aceita menos que vitórias e títulos.
Ficar sem ganhar nada neste ano parecerá ao torcedor uma tragédia sem precedentes.
Não deveria ser tão exigente, pois seu treinador já havia advertido que necessitaria de tempo para formar de novo uma equipe competitiva. Mesmo assim, não se conforma facilmente com os reveses.
Em razão disso, as duas eliminações recentes fizeram a turbulência brotar em Itaquera.
Urge que se tenha paciência com uma equipe em formação, manda a lógica.
Acontece que a paixão avassaladora pode prejudicar a caminhada do Corinthians rumo a sua normalidade vencedora.
Que seus aficionados saibam esperar e não promovam uma irracional caça às bruxas...
Nissimiel


sábado, 23 de abril de 2016

UMA LUZ NO FUTEBOL



No confronto entre Corinthians e Audax, os torcedores puderam assistir a um espetáculo que ilumina e mostra que o futebol não precisa ser enfadonho para ser vencedor.
A partida terminou empatada mas o vencedor foi o esporte mais popular do país.
Audax venceu a disputa de pênaltis.
Ganharam também os dois treinadores que trabalham exaustivamente em seus times e oferecem o que de melhor fizeram durante a semana.
Show must go on!
Que os aficionados corintianos  fiquem aborrecidos é perfeitamente natural, pois todos querem ganhar.
Todavia, apenas um permanece na disputa.
Sua vitória, porém, é saber que sua equipe não se furtou a jogar ofensiva e belamente como se viu.  Linda vitória do futebol!
Show must go on!, reitere-se...
Tite e Fernando Diniz sinalizam uma grande luz sobre a maior paixão brasileira e mostram que um jogo não precisa ser feio e modorrento para ser vencedor.
Pode e deve ser brilhante para ofuscar a mediocridade que teima em habitar no esporte brasileiro.
Hoje, Diniz triunfou, mas não seria injusto se Mr. Bacchi levasse sua equipe à final do campeonato.
Ambos mantiveram um nível muito alto durante toda a competição e por isso devem ser reverenciados.
Fernando Diniz lembra um outro técnico que apareceu e parecia ter muito futuro com seu estilo inovador.
Péricles Chamusca, treinador do Brasiliense, que foi vice-campeão da Copa do Brasil, justamente contra o time de Itaquera, em 2002 e campeão em 2004, comandando o Santo André.
Chamusca não se firmou como merecia, não se sabe a razão.
 Mistérios do futebol, talvez. Ou boicote velado contra ventos novos no esporte. O que é novo assusta, às vezes. Até mesmo a luz e bons sopros de transformação...
Voltando ao presente, Fernando Diniz trata-se do mais promissor técnico da atualidade, arejando o futebol tão carente de bons jogos e animando os amantes do futebol taticamente bem jogado.
Tomara a inovação que se anuncia seja realidade e não mera luminosidade passageira que empresta uma tênue luz ao futebol...
Nissimiel